segunda-feira, 15 de maio de 2017

BICHO DO MATO









BICHO DO MATO
Cai a tarde e é pleno silêncio. Estropiado pelo longo dia d caminhada, ele olha a natureza inóspita, não tem ânimo e nem forças para sair daquele estado de letargia. Tarde de imenso calor, prenúncio de chuva. O que fazer se ela vier? Um gavião passa rasante, talvez na captura de algum roedor. Vem a primeira rajada de vento, os primeiros trovões, os primeiros raios, enfim a tempestade. Olha em volta, vê tocas de pedra, aonde em frenético galope vai se abrigar  nelas, como um bicho do  mato acuado e desprotegido.



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