sexta-feira, 19 de maio de 2017

POEMA INDIGNADO



POEMA INDIGNADO
Não me confies o papel ridículo de bobo da corte,
me falta graça, talento para bajulação,
digo e repito: cansei de exercer o papel da servidão voluntária,
quero mais é escrever os meus versos coloquiais,
sem rimas, versos livres e sem a pretensão de celebridade,
quero gritar ao mundo, e mandar todos para os quintos dos infernos,
e depois mandar beijos ardentes, abraços fraternos,
pedindo desculpas, amo todos vocês,
com recomendações para se agasalharem bem no frio.

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